Comunicação

11h18

Uma conversa sobre ser mulher na zona rural

Live da Fundação em homenagem ao Mês da Mulher reuniu agricultoras e lideranças femininas do campo

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Como é a experiência de ser uma mulher que vive, trabalha e se desenvolve no campo? Esta foi a pergunta que deu o tema à live realizada na última quinta-feira (31) pela Fundação Norberto Odebrecht (FNO). Com três agricultoras e lideranças femininas do campo como convidadas, o encontro aconteceu de forma online no Instagram da Fundação e foi assistido por cerca de 400 pessoas durante a transmissão. 

Participaram da live Itaiara Arcanjo, agroecóloga da Organização da Conservação da Terra (OCT) e Renata Silva, egressa da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN); ambas as instituições são parceiras da Fundação na execução do PDCIS, Programa Social de impactos comprovados. Além delas, outra convidada foi Regilane Alves, agricultora agroecológica do Ceará e ativista pelos direitos da juventude rural. A mediação do encontro foi realizada por Caroline Magalhães, da área de Comunicação da FNO. 

Quatro mulheres sorriem em uma live do Instagram
O encontro foi uma oportunidade de compartilhar experiências que unem mulheres da zona rural

A agricultora Renata Silva atualmente preside a associação de moradores e produtores da comunidade na qual vive. Egressa da CFR-PTN, ela conviveu com o incentivo à igualdade de gênero promovida pela escola; mas apontou, durante sua fala, que nem sempre esse debate pôde avançar tanto em outros locais. “Quando você vai trabalhar no campo com pessoas mais velhas, você vai enfrentar muita resistência. Você acha quem te apoie, mas também acha quem te julgue. É preciso ter o ‘jeitinho’ para contornar isso”, compartilhou ela.

Renata ainda saudou as mulheres que lutaram, antes dela, pelo empoderamento feminino. “É uma luta de muitos anos. Das mulheres de antigamente, que criaram seus filhos sozinhas, que iam para a roça e deixaram essa marca, que é a marca da mulher forte. A mulher do campo não é frágil”, comentou. 

Já Itaiara Arcanjo também ocupa uma posição de liderança, gerenciando equipes de assistência técnica da OCT, onde trabalha. “Já fui recebida com surpresa por pessoas que vieram realizar serviços aqui, por exemplo. A pessoa esperava um homem e viu uma mulher, e ainda uma mulher jovem. Ainda tem muito preconceito”, comentou. E mesmo já tendo ouvido muitas vezes que havia escolhido uma profissão ‘masculina’, ela reconhece que certos tabus vêm sendo quebrados. “O meu conselho para as próximas gerações é que se você tem um objetivo, siga em frente, não desista. Pois essa luta não é de uma, é de todas”, disse Itaiara.

E para diminuir ainda mais essa desigualdade, Regilane Alves defendeu que a sociedade assuma ações, e não só palavras. “Se a mulher for ensinada a capinar, ela vai conseguir fazer. Eu mesma aprendi muito tardiamente, porque, apesar de filha de agricultores, eu não fui estimulada desde cedo a fazer o trabalho da roça”, conta ela. A agricultora participa do GT de Juventudes da Articulação Nacional de Agroecologia, lutando pelos direitos dos jovens e das jovens que vivem na zona rural.

Regilane ressaltou ainda que impulsionar a igualdade de gênero é benéfico para os homens, e não só para quem é do gênero feminino. “O trabalho [no campo] vai ser até melhor quando a gente faz essa divisão. Vai ser menos ‘castigado’ para o homem também, porque a mulher estará junto dele dividindo as tarefas”, exemplificou ela. 

E é com essa transformação das relações familiares e comunitárias que as mulheres poderão alcançar oportunidades iguais também em outros locais. Em coletivos e associações – como Renata e Regilane -, em instituições – como Itaiara -, no poder público e na iniciativa privada. Correspondendo a este objetivo, a sociedade pode dar um passo à frente na busca pelo desenvolvimento sustentável – para todos e todas.

Confira um trecho da live clicando aqui.
 

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