Comunicação

15h15

Conservar a Mata Atlântica e gerar renda: os dois são possíveis

Atuação da Fundação Norberto Odebrecht demonstra que desenvolvimento econômico e conservação ambiental andam lado a lado

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Abrigando 70% da população brasileira, enorme biodiversidade e 70% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a Mata Atlântica não reúne apenas grande potencial humano e natural, mas também econômico.  Por isso, neste dia 27 de maio, o Dia Nacional da Mata Atlântica, é possível se perguntar: como podemos conciliar estes três bens de forma equilibrada? Longe de ser um problema, a busca por esta resposta pode trazer benefícios concretos para a sociedade, para os produtores agrícolas e para as gerações futuras.

Nas palavras de Cristiane Nascimento, responsável por Sustentabilidade, Parcerias e Comunicação na Fundação Norberto Odebrecht: “a questão não é ou apoiar no desenvolvimento econômico de uma determinada região ou proteger o meio ambiente. Temos que fazer as duas coisas: ao conservarmos nossos recursos naturais e produzirmos de forma consciente, desenvolveremos territórios de forma sustentável”. Com seis frentes de atuação para promoção do desenvolvimento territorial sustentável, o PDCIS, programa social da Fundação, está diretamente ligado a este debate: o Baixo Sul da Bahia, região onde foi implementado o programa, está localizado inteiramente dentro da Mata Atlântica.

Uma mulher sorri e segura um tronco de árvore com frutos.
Agricultores beneficiados pelo PDCIS conservam a natureza e geram mais renda



A possibilidade de equilibrar geração de renda e produção agrícola e o respeito ao meio ambiente já se manifesta na realidade das famílias atendidas pela tecnologia social da Fundação. Segundo a Avaliação de Impactos do programa, realizada em 2018, agricultores beneficiados estão 3,16 vezes mais propensos a não usar queimadas; 5,80 vezes menos propensos a enterrar ou queimar lixo doméstico; e têm, em média, 0,58 a mais de nascentes em suas terras do que agricultores que não têm contato com o programa.

A melhoria observada no estado de proteção dos recursos naturais nestas propriedades se associou a ganhos econômicos: as famílias atendidas pelo PDCIS tiveram aumento de renda médio de mais de R$20.000 anuais com a produção agrícola em comparação aos não beneficiados. Algumas razões ajudam a explicar isto. Ao garantirem a conservação de suas propriedades, estes produtores também garantem mais acesso à água e a áreas restauradas; aumentam a produtividade da terra com o uso de práticas agroecológicas; e podem obter uma maior variedade de colheitas criando Sistemas Agroflorestais (SAFs). Com estas atitudes, eles possibilitam um incremento nas suas rendas.

Além dos benefícios para a produção de alimentos, agricultores também podem gerar renda especificamente por causa de suas ações de conservação da natureza. Dois exemplos são os projetos de neutralização de carbono e de pagamento por serviços ambientais promovidos pelas instituições parceiras na realização do PDCIS. No primeiro, empresas e terceiros contratam o serviço de plantio de árvores para compensar sua pegada de carbono; já no segundo, donos de propriedades recebem recursos por agirem para manter saudáveis nascentes, florestas e outros elementos naturais que existam na área.

Projetos como estes, com grande potencial de equilibrar a produção agrícola e a conservação ambiental, também podem ser aplicados em outras regiões para além do Baixo Sul da Bahia. Para isso, a Fundação Norberto Odebrecht está pronta para prestar consultoria técnica e apoiar a reaplicação de seu programa social em outros contextos de vulnerabilidades sociais e degradação ambiental. Saiba mais sobre como isso é possível aqui. 

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