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08h00

Entenda o que é a neutralização de carbono

Iniciativa vem se popularizando no mercado e é uma forma de mitigar impactos ambientais

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É crescente o número de pessoas físicas e jurídicas que vêm buscando formas de reduzir seus impactos na natureza. No Brasil, de acordo com pesquisa divulgada em novembro de 2020 pela Confederação Nacional da Indústria, 98% dos brasileiros se dizem preocupados com o meio ambiente. Nesse contexto, neutralizar as emissões de gás carbônico (CO2) pode ser uma forma de mitigar danos e contribuir para a construção de um futuro mais sustentável.

Para Bruna Sobral, responsável por Planejamento Socioambiental na Organização de Conservação da Terra (OCT), instituição parceira da Fundação Norberto Odebrecht na realização do programa social PDCIS, neutralizar o carbono emitido também é uma prática de educação ambiental. “Na OCT, nós incentivamos a neutralização a partir de um viés educativo, para que pessoas e empresas conheçam a pegada de carbono que deixam no ambiente e possam mitigar esses efeitos. Com o plantio das árvores e mudanças no estilo de vida e hábitos de consumo para modelos mais sustentáveis, contribuímos para reduzir os efeitos das mudanças climáticas”, explica.

Fundada em 2001, a OCT é voltada à conservação e promoção da biodiversidade e dos recursos naturais. Por meio dos Projetos de Carbono, a instituição viabiliza duas práticas para redução da presença desse gás na atmosfera. A primeira delas é a neutralização, que possibilita que pessoas físicas, jurídicas ou até mesmo eventos possam calcular suas emissões e pagar um boleto referente à quantidade de árvores necessárias para captura do CO2 equivalente. Com esse recurso, a OCT realiza o plantio de mudas nativas da Mata Atlântica nas propriedades de pequenos produtores rurais do Baixo Sul da Bahia. “Essa é uma ação pensada também como um mecanismo de valoração de serviço ambiental para o produtor”, explica Bruna.

A OCT realiza ainda o projeto de Créditos de Carbono para o Mercado Voluntário, no qual parte do valor comercializado volta para o produtor rural por meio do projeto de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Nesse caso, a instituição gera um crédito na forma de emissões equivalentes de CO2 por meio do reflorestamento de áreas degradadas em propriedades rurais. Após auditado e certificado por entidades credenciadas, os créditos podem ser comercializados entre organizações para compensar as emissões de gases de efeito estufa. 

Negócios sustentáveis

As empresas estão cada vez mais atentas a esse movimento. É o caso da Braskem, controlada do Grupo Novonor, que divulgou em novembro do ano passado o seu compromisso de se tornar totalmente carbono neutro até 2050; e da Vivo, que no último mês de junho alcançou a meta de compensar 100% das suas emissões diretas de CO2.

Iniciativas como essas refletem uma preocupação com a agenda ESG – meio ambiente, social e governança. Oriunda do inglês “environmental, social and governance”, essa sigla se popularizou em 2020 e vem representando um importante critério para o mercado financeiro e de investimentos. Na prática, o ESG está guiando ações com foco em sustentabilidade – como a neutralização de carbono – e impacto social, representando uma métrica para que o desempenho das empresas seja avaliado nesses pontos. 

Você sabia? Recentemente, o PDCIS, programa social da Fundação Norberto Odebrecht, foi sistematizado. Uma das práticas apresentadas no documento “Como implementar o PDCIS” é a dos Projetos de Carbono. Quer saber mais? Clique aqui e conheça! 

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